Eleições 2022 e economia: como proteger seus investimentos?

Eleições são períodos turbulentos para investidores. Elas podem representar uma mudança relevante na gestão de um país, alterando completamente a percepção de risco. Aliás, muitos ficam confusos com os possíveis resultados e como deveriam encará-los sob essa ótica de risco. Nesse sentido, existe uma relação entre as eleições 2022 e economia, mas não é tão simples quanto parece.

Os riscos da imprevisibilidade de novos governos são muito subjetivos. É extremamente difícil traduzi-los de maneira objetiva em proteções de mercado. Mesmo grandes investidores institucionais têm dificuldade em se posicionar nessas épocas e preferem simplesmente fazer caixa.

O fato é que aceitar a imprevisibilidade e agir de acordo com o período de maior volatilidade pode gerar boas oportunidades. Isso beneficia agentes que tentam acertar algum lado ou antecipar efeitos possíveis de mudanças na estrutura do Executivo e do Legislativo. Nesse contexto de eleições 2022 e economia, a eleição se torna, assim, um Evento de Volatilidade.

“Eventos de Volatilidade” é o nome que damos a eventos imprevisíveis em seus resultados de curto e longo prazo. De fato, você só conhecerá os efeitos de um novo governo quando ele começar a executar propostas e projetos. Por fim, apenas depois de postos em prática saberemos se as consequências serão benéficas ao país

Assim, a única certeza quanto a eleições 2022 e economia é que isso trará volatilidade ao mercado. Ademais, haverá também especuladores tentando adivinhar o futuro. Não temos certeza de que, com Bolsonaro, o Brasil iria se desenvolver, e com Lula, viraríamos uma Venezuela ou Argentina. O oposto também pode ser verdade, e o fato é que não sabemos.

Como proteger seus investimentos no contexto de eleições 2022 e economia?

Nesse contexto de eleições 2022 e economia, como o investidor individual pode se proteger? Primeiramente, você consegue enxergar o evento de volatilidade, como no caso das eleições (data e hora marcada)? Se sim, provavelmente não vai querer se expor à alavancagem de maneira descontrolada.

Além disso, no caso de derivativos, volatilidade é uma métrica de precificação dos contratos. Para investidores que preferem vender essa volatilidade na forma de CALLS e PUTS, parece um bom período para rentabilizar parte da carteira. 

Como a volatilidade aumenta, os movimentos durante os eventos políticos que sucedem a eleição podem dinamizar o mercado rapidamente. É sempre bom uma análise do tamanho de suas posições e do seu conforto caso elas apresentem uma grande oscilação.

O controle de margem também é importante quando se trata de eleições 2022 e economia. Alguma notícia relacionada especificamente a um setor ou uma ação pode fazer com que os preços caiam ou subam bruscamente. As posições alavancadas podem acabar excedendo a margem, e isso trará prejuízos. 

Muitos dos operadores e gestores de mercado buscam proteção ou hedge. O objetivo é fazer com que a volatilidade não afete tanto o portfólio alocado. Isso, por sua vez, gera lucros se souberem a hora certa de fechar as operações. O problema é justamente este: dependem de um timing de mercado, e essas proteções têm um custo que pode acabar atrapalhando uma alta do portfólio.

Porém, recursos fora do risco são recursos em caixa. A simples prática de ter caixa e não se desfazer de suas posições pode ser vantajosa. Ela traz várias chances de melhorar o preço médio na carteira do investidor de longo prazo.

Essas mesmas chances podem ser aproveitadas pelos Swing Traders para ótimas entradas. Um mercado de maior volatilidade é, afinal, tudo o que um Day Trader está buscando. 

A regra aqui é simples: é melhor ter certeza da volatilidade do que confiar em futurologia sobre eleições 2022 e economia. Vários investidores apostam em cenários extremos caso lado A ou lado B vença. Contudo, a verdade é que o evento é tão complexo que esse esforço parece uma perda de tempo.

Como isso se evidencia no cenário brasileiro?

No caso do Brasil, basta que um presidente da Câmara dos Deputados seja contrário às reformas propostas pelo novo Executivo. Não faz diferença se elas são boas ou ruins para os seus investimentos. Tal oposição é suficiente para que os planos do Executivo sejam frustrados por pelo menos um ano. 

Também estamos muito mais expostos a fatores externos do que parece. Isso inclui, entre outros fatores, calamidades como pandemias e eventuais crises hídricas. Todas essas coisas podem requerer ações fora da curva, que vão impactar muito mais a gestão do que agendas políticas.

É mais fácil agir quando se tem um plano. Então, de maneira bem objetiva, as melhores práticas que o investidor pode adotar neste período são:

  • identificar onde suas ações e seus investimentos se tornam atrativos;
  • e não ter receio de investir quando o momento chegar. 

Uma estratégia vencedora também é vencedora em momentos de incerteza. E a forma como o mercado financeiro precifica a incerteza é a volatilidade. Saber aproveitar esses momentos quando eles chegarem permite se beneficiar de um evento de volatilidade como as eleições.
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